Curiosidades do Colégio Evangélico Rev. Cícero Siqueira
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Estaremos abrindo este tópico com uma poesia que encontrei na Internet ...
FORÇA INTERIOR
De Vivaldi Moreira, 1939
"Sob o céu estrelado da madrugada, Madrugada cálida, auroral, infinita, Eu prometi a Deus e a mim Vencer o mundo.
Uma oração convicta, piedosa e forte, Eu proferi sob o Cruzeiro, que cintilava Enchendo o espaço, o éter, De pequeninas fagulhas de luz.
E Deus teve dó do crente Buscando o arrebol para orar E segredou-me uma lenda muito linda... E a lenda zumbiu nos meus ouvidos. Caminhei, cheguei. E vi que a lenda era a verdade."
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... e um fato interessante ocorrido com o autor : O autor Vivaldi Moreira , segundo conta o livro História da Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá (uma das fontes consultadas para este site), chegou em uma certa manhã de junho à porta da casa do Rev. Cícero pedindo ajuda, ele freqüentava a última série no Ginásio em Carangola mas por motivos particulares não queria terminá-lo ali. O Rev. Cícero ouviu-o atentamente e respondeu: _ É muito difícil atender suas pretensões, jovem. Mas...como é mesmo o seu nome? _ Vivaldi Moreira, respondeu. _ É difícil Vivaldi, porque ainda não temos a última série do Ginásio. Só no próximo ano que vai funcionar. Mas foram tantos os argumentos apresentadas pelo rapaz que o Rev. Cícero ficou impressionado. Sua perspicácia de professor experimentado percebeu as apreciáveis qualidades de caráter, inteligência e coração que existiam na personalidade do rapaz, era preciso ajudá-lo. Chamou Dna. Cecília e expôs-lhe o problema. Por fim disse-lhe: _ Queria que você me ajudasse a resolver esse problema. Vivaldi novamente defendeu a sua causa com sinceridade, ardor e inteligência. Com simpatia e paciência, Dna Cecília o escutou e, à medida que ele falava, ia abrindo-se em amizade e ternura. Após, trocou um olhar de compreensão com o marido e os dois renderam-se ao apelo do jovem. Superariam todas as dificuldades para que o último ano de Ginásio funcionasse no segundo semestre, embora com um só aluno - Vivaldi Moreira. Porém havia outro problema, o jovem não podia pagar o internato e desejava a função de regente de alunos. E a conversa prolongou-se até que Dna Cecília disse com simplicidade: Olha rapaz, fique para almoçar conosco, então acabaremos de acertar tudo. Na hora do almoço, o Rev. agradeceu o alimento e fez referência a Vivaldi em sua oração, este emocionou-se ao ouvir o seu nome citado com tanto calor humano por aquele que acabara de conhecer. A Formatura da "turma" foi realizada no dia 28 de novembro de 1932 composta por um único aluno de 20 anos - Vivaldi Moreira. Houve paraninfo (Joaquim Cabral) e discurso pelo paraninfo e pelo próprio aluno, que recebeu de presente do Rev. Cícero o livro "O Varão de Dores" de Rev. Miguel Rizzo, com a seguinte dedicatória: "Ao distinto e sempre lembrado aluno Vivaldi Moreira, como lembrança de sua passagem pelo Ginásio Evangélico e os melhores votos de franco sucesso na vida, oferece Cícero Siqueira Vivaldi Wenceslau Moreira foi Auditor do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais e em 1964 passou a Conselheiro da Casa, que também presidiu de 1967 a 1970 e em 1980. Em 1959 tornou-se membro da Academia Mineira de Letras, da qual foi Presidente vitalício desde 1975 e a qual transformou numa das academias mais respeitadas do País. Diário do Legislativo em 28/02/2003 - PROJETO DE LEI Nº. 120/2003 - Institui Medalha do Mérito Vivaldi Moreira - A Medalha do Mérito Vivaldi Moreira tem por escopo, portanto, prestar uma justa homenagem a esse jornalista, advogado, escritor e homem público mineiro, reconhecendo-o como grande referência cultural, literária e, sobretudo, moral de nosso País.
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_ Segundo conta em seu livro, Juarez de Oliveira que estudou interno na década de 50, quando chegou ao colégio, não conhecia muito de alguns esportes lá praticados nos momentos de folga dos afazeres escolares, praticou ping-pong e outros jogos, e se encantou com o jogo de botão que alguns alunos praticavam, mas seus botões eram industrializados e difíceis de adquirir, conseguiu comprar após semanas de economia um jogo de botões de um aluno, mas não ficando muito satisfeito, sabendo que um aluno externo fabricava seus próprios botões, procurou-o e após "ingressar-se" em quintais vizinhos, conseguiu a matéria prima (casca de côco) para fabricá-los. Era feito artesanalmente, esfregando as cascas em muros e cimentos ásperos até dar a forma e o brilho, deixando assim seus dedos e mãos esfolados e os braços cansados de tanto zigue-zaguear sua obra-prima.
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_ Em 1965, eu (Rosy) estava no 3ª série e um dia estava próximo à porta da Secretaria do Colégio, quando escutei um movimento estranho lá dentro, tentei olhar mas imediatamente veio alguém e fechou a porta, ouvia-se apenas as pessoas falando nervosas como se algo terrível estivesse acontecendo. Mais tarde soubemos do passamento da Dna. Cecília R Siqueira.
_ E o pomar do tio Eduardo Gripp (ele era irmão do meu avô). Quantas vezes me lembro que passava por perto e escutava-o bravo com internos que fugiam do internato para "roubar" suas jabuticabas, e não era raro saber que algum estava com as pernas feridas por ter levado tiro de sal grosso! Outro dia uma ex-aluna me contou que ela e algumas colegas estavam lá quando a tia Acidália (esposa de tio Eduardo) as pegou no flagrante e as fez encher cestos de frutos para ela dizendo: "já que vocês querem as jabuticabas, terão de trabalhar por elas!" |