Breve Histórico do Colégio Evangélico Rev. Cícero Siqueira

O embrião do Colégio Evangélico deu-se quando o Casal Rev. Aníbal Nora e D Constância Nora . Haviam muitas crianças na idade escolar para uma única Escola Municipal. Sala de aulas funcionou no prédio da Casa Pastoral que era um sobrado (Foto). Porém os jovens cresciam,  e a necessidade de continuar os estudos  levou a algumas pessoas da comunidade a organizarem o Ginásio.

O Capitão Carlos Heringer cedeu um de seus melhores prédios ao qual foi feito um acréscimo,  e com  oferta de pessoas interessadas em educação para seus filhos,  conseguiram organizar o Ginásio em 1922 com os internatos masculinos e femininos,  foi inaugurado em 05.03.1923 e reconhecido pelo Governo em 1926.  Foi necessário contratar os professores,  no início, no Rio de Janeiro e São Paulo.  Em Alto Jequitibá havia um farmacêutico, Sr. João Augusto de Assis que foi um grande professor,  o Sr. Francisco Nora Horta Barbosa, sobrinho do Rev. Aníbal Nora que estudara em Valença , o Prof. Cláudio Neri e sua esposa,  o Rev. João Mota Sobrinho e sua esposa, Dna. Bárbara Johnstone da Silva, Dr. João Damasceno e sua esposa, o engenheiro alemão Dr. Ott e esposa, D Marta Muller foram os esteios daquele que viria a ser um destaque em toda a região, e se projetou grandemente com a chegada do Rev. Cícero Siqueira em 1929.

A escola havia se esvaziado, o número de matrículas reduzido consideravelmente. Os fazendeiros e comerciantes perderam seu poder financeiro de manter seus filhos na escola com a crise econômica. Seu fechamento já era visto por muitos, principalmente pelos presbíteros da igreja, quando o Rev. Cícero propõe com humildade "Permitam que eu tente salvar o ginásio..." e assim ele e sua esposa D, Cecília Rodrigues Siqueira partiram para a luta, e com a contribuição de todos, fazendeiros, comerciantes, etc...  inclusive de cidades vizinhas, ele assume a direção também do Ginásio Evangélico de Alto Jequitibá (pois viera para assumir somente a igreja), e trabalhou duro para conseguir reerguê-lo.

 

O Rev. Cícero fazia um trabalho diferenciado, estudava o comportamento de cada aluno e após diagnosticá-lo, o tratava adequadamente. Foi conhecido como O Educador. Pouco a pouco o Colégio e a igreja iam crescendo e a falta de espaço forçou a construção de novos prédios e ampliação de outros. Os internatos se encheram e se derramaram por casas compradas às pressas  e improvisadas por dormitórios. Chegavam alunos de toda parte pelo interesse dos pais de darem a seus filhos uma melhor educação para seus filhos, e saberem da influência de um homem capaz de transmitir a cada um a verdadeira razão de viver, o amor  a Deus, à Pátria e à Família. A sua "Semana da Pátria", nas proximidades do 7 de Setembro, precedeu às demais e foi mesmo o modelo de tais comemorações hoje difundidas por todo o País.

 

Em 15/03/1966 foi doado um prédio do Colégio para ser instalado a Escola Estadual "Rev. Cícero Siqueira"

Foi conhecido no Brasil inteiro e até no exterior pois seus  Internatos Masculinos e Femininos recebiam alunos de todos os cantos. Por lá se passaram muitas pessoas que hoje, doutores, cientistas, engenheiros e outros, certamente guardam na memória as aventuras de uma infância e adolescência que certamente ali tiveram.

O Colégio Evangélico encerrou suas atividades em 1995. No ano seguinte, foi criada a Escola Estadual Rev. Cícero Siqueira, assumindo o Estado a responsabilidade pelo seu funcionamento. Os internatos se mantiveram em operação até 1998.

 Ainda hoje existe em 7 de Setembro, a tradicional festa com o desfile dos alunos com carros alegóricos, as barraquinhas de doces e guloseimas que adorávamos quando crianças, e  também quando os ex-alunos se reencontram e se juntam num delicioso desfile para matar as saudades e relembrar a época que marcou suas vidas.

 Existem ainda a ASSOCIAÇÃO DE EX-ALUNOS que sobrevive de doações, e tem o intuito de aproximar os ex-alunos organizando eventos e encontros, e a APCE- Associação Presbiteriana Cultural e Educacional - unidas para que esta instituição não caia no esquecimento. Nesta última uma sala com o MUSEU DO COLÉGIO com muitas fotos e objetos relacionados com o colégio e a comunidade.